Segurança animal: caso Ted reforça importância de protocolos em pet shops
21 de maio de 2026 – Atualizado em 21/05/2026 – 4:46pm
Conselho reforça que estabelecimentos de estética animal devem contar com médico-veterinário a serviço para orientar protocolos de segurança e bem-estar
O caso do cachorro Ted, que sofreu queimaduras graves durante atendimento em um pet shop de Cuiabá, acendeu um alerta sobre a importância dos cuidados na escolha de estabelecimentos de banho, tosa e estética animal.
Segundo informações da responsável pelo animal, Ted teve queimaduras de 2º grau após ser atendido em um pet shop no bairro Jardim das Palmeiras. A suspeita é de que ele tenha sido esquecido dentro de uma máquina de secagem. O caso é investigado pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) como omissão de cautela na guarda ou condução de animais e maus-tratos.
Diante da gravidade do caso, o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso (CRMV-MT) orienta que os responsáveis pelos animais verifiquem se o estabelecimento conta com médico-veterinário a serviço.
A Resolução CFMV nº 878/2008 estabelece que pet shops que atuam apenas com estética animal, banho e tosa não são obrigados a se registrar como empresa no CRMV. No entanto, precisam comprovar que contam com médico-veterinário a serviço, com contrato registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária. O estabelecimento também deve manter placa visível ao público com o nome do profissional.
“A presença do médico-veterinário é fundamental para orientar as equipes, prevenir intercorrências e garantir que os animais sejam manejados com segurança, responsabilidade e respeito ao bem-estar. Casos como o do Ted reforçam a importância de protocolos claros e da atuação técnica nos estabelecimentos que lidam diretamente com animais”, afirmou o presidente do CRMV-MT, Aruaque Lotufo.
O Conselho reforça que o médico-veterinário pode orientar protocolos de manejo, higiene, segurança, prevenção de acidentes, identificação de animais com sinais de doenças ou lesões, além de medidas para evitar fugas, maus-tratos e situações de emergência.
O CRMV-MT também lembra que os pet shops devem cumprir as normas da Vigilância Sanitária municipal, incluindo regras sobre alvará de funcionamento, higiene, manejo de resíduos e uso de produtos químicos.
Antes de contratar o serviço, a orientação é que os responsáveis confiram se há médico-veterinário a serviço, observem as condições de higiene e segurança do local e perguntem quais protocolos são adotados em caso de acidentes ou intercorrências.
O CRMV-MT lamenta o ocorrido com Ted e se solidariza com a família do animal. Situações envolvendo suspeita de maus-tratos, negligência ou exercício irregular de atividades médico-veterinárias devem ser denunciadas aos órgãos competentes, como a Delegacia Especializada do Meio Ambiente, Polícia Militar e Disque-Denúncia 181.

