Estudantes de veterinária teriam constrangido as recém-aprovadas enquanto almoçavam no restaurante central da universidade, cantando músicas com frases como: “bixete vagabunda, vou comer sua b* e sua b* (...) e vou chupar sua t*”..
O vice-diretor da faculdade, Enrico Lippi Ortolani, afirma que soube do caso através de uma caloura da graduação, que se manifestou contra as músicas de cunho sexista:.
- Estamos completamente abertos a receber a denúncia e fazer a devida investigação. E, da nossa parte, nós sempre procuramos receber os calouros de braços abertos..
O caso foi relatado ao R7 por uma aluna de geografia, Ligia Petrini, e por outra que não quis se identificar. Segundo Ligia, as calouras estavam tão intimidadas e humilhadas que não quiseram fazer denúncia..
Ortolani explicou que a faculdade participa da semana de recepção dos calouros da USP há anos, com palestras, visita dos pais e orientações aos alunos quanto ao trote. Entretanto, ele reconheceu que é difícil acompanhar todos os passos dos estudantes, que às vezes fogem do controle:.
- Às vezes há uma dúzia de fulanos que são maçãs podres, que não se consegue controlar. Exageros sempre podem ocorrer..
O DCE (Diretório Central dos Estudantes da USP) divulgou uma nota de repúdio contra a atitude dos veteranos de veterinária. Para Nathalie Drumond, diretora da entidade, casos como esse são difíceis de combater num ambiente como o da universidade:.
- Há o mito na USP de que a opressão está superada, que as pessoas que passam no vestibular possuem pensamento crítico e que não há preconceito por aqui. Esse mito só nos dificulta a enfrentar e resolver o problema.
Fonte: R7